Quais as diferenças do crédito com taxa pré e pós fixada?
Ao buscar um financiamento ou empréstimo, um dos principais fatores que influenciam o valor final pago pelo cliente é a taxa de juros. Nesse cenário, é comum se deparar com duas opções: taxa pré-fixada e taxa pós-fixada. Mas afinal, qual a diferença entre elas? E quais critérios observar antes de contratar crédito?
Neste artigo, explicamos o que são essas taxas, como elas impactam o financiamento e quais pontos avaliar antes da contratação.
O conteúdo pode apoiar micro e pequenas empresas que estão avaliando crédito para capital de giro ou investimento, especialmente para quem está avaliando linhas como o Pronampe (taxa pós-fixada).
O que são taxas pré-fixadas e pós-fixadas?
As taxas de juros prefixadas são aquelas já definidas no momento da contratação do crédito. Ou seja, o cliente sabe exatamente quanto irá pagar de juros ao longo de todo o financiamento.
Por exemplo, ao contratar um empréstimo com taxa de 1,5% ao mês por 24 meses, essa será a taxa aplicada até o fim do contrato, independentemente de mudanças na economia.
Já as taxas de juros pós-fixadas podem sofrer variações conforme as flutuações de mercado, pois estão atreladas a algum indicador econômico, como a Selic.
Nesses casos, a taxa final de juros só será conhecida ao longo do tempo, à medida que o índice de referência oscila, os valores das parcelas também podem variar. É o caso do BDMG Pronampe, cuja taxa é pós-fixada, a partir de 6,00% ao ano mais a Selic.
Qual é a diferença entre taxa pré-fixada e pós-fixada no caso de financiamentos?
A principal diferença está na previsibilidade e no risco envolvido. As taxas pré-fixadas oferecem previsibilidade financeira, com valores estabelecidos previamente em contrato. Essa modalidade proporciona estabilidade nas parcelas do financiamento, sem depender das flutuações econômicas.
Na taxa pós-fixada, o custo do crédito acompanha um índice de referência definido em contrato, como Selic, CDI, IPCA ou outro indicador. Por isso, o valor final pode variar ao longo do tempo.
Algumas operações podem estar atreladas a índices como IPCA, IGP-M, CDI ou Selic, conforme previsto em contrato. Por isso, é importante verificar qual indicador se aplica à linha escolhida.
Enquanto o IPCA foca nos produtos e serviços consumidos pela população, o IGPM abrange os preços da cadeia produtiva, oferecendo uma visão mais ampla das variações econômicas.
Outro índice comum em linhas de crédito voltadas a capital de giro e investimento é a própria taxa básica de juros da economia, a Selic, como no caso do BDMG Pronampe. Nessa linha, o prazo é de 48 meses, com carência de até 12 meses, e é importante acompanhar a tendência da Selic: quando a Selic varia, o custo da operação pode ser impactado, conforme as condições previstas na linha.
Como escolher entre taxa pré-fixada e pós-fixada
Na hora de comparar taxa pré-fixada e pós-fixada, é importante observar as condições da linha, a finalidade do crédito e o prazo da operação:
- O cenário econômico atual e futuro: se a expectativa for de alta nos juros, uma taxa pré-fixada pode evitar custos maiores; já em cenários de queda, a taxa pós-fixada pode acompanhar a redução do índice de referência, conforme as condições contratadas;
- O perfil financeiro do tomador: negócios mais conservadores geralmente preferem a segurança da taxa fixa, enquanto quem tem maior tolerância ao risco pode optar por uma taxa variável;
- A duração do contrato: em financiamentos longos, a variação de uma taxa pós-fixada pode ter impacto significativo, por isso é importante avaliar com cuidado se vale a pena assumir esse risco.
Além da taxa de juros, é importante observar o CET, que reúne custos da operação, como juros, tarifas, tributos e demais encargos aplicáveis.
Conhecer o CET ajuda a comparar as condições disponíveis entre diferentes linhas de crédito. É recomendável confirmar como essa taxa é calculada em cada produto e simular diferentes cenários antes de decidir pela contratação.
Como entender o cálculo da parcela do seu crédito com uma taxa pré-fixada
Para calcular o valor da parcela com base em uma taxa prefixada, é necessário entender que, ao contrário de outros produtos, não há correção do valor das parcelas ao longo do tempo. A taxa de juros é estabelecida no momento da contratação, resultado de uma negociação entre cliente e instituição financeira.
O cálculo da parcela considera o valor contratado, o prazo, a taxa de juros, o sistema de amortização e os demais custos aplicáveis à operação.
Em operações com taxa prefixada, a taxa é conhecida desde a contratação. A composição e o valor das parcelas devem ser confirmados na simulação e nas condições contratuais da linha.
Por esse motivo, é fundamental compreender o conceito de
CET (Custo Efetivo Total), que representa o custo final do crédito incluindo tarifas, taxas e impostos como o IOF. É essencial comparar as condições oferecidas por diferentes linhas antes de tomar uma decisão de contratação, avaliando taxa, prazo, carência, CET e enquadramento antes da contratação.

Como calcular a parcela do seu crédito com a taxa pós-fixada
Antes de optar por um crédito com taxa pós-fixada, vale reservar um tempo para fazer os cálculos necessários. É preciso ficar atento ao índice de referência e à sua estimativa futura, já que esse fator influencia diretamente o valor das parcelas. O índice pode ser o IPCA, o IGPM ou a Selic, como no caso do
BDMG
Pronampe.
Um exemplo prático: em um crédito de R$ 100.000,00 contratado para capital de giro, com correção de 0,4% no mês, o ajuste seria de R$ 400,00 sobre o valor do crédito naquele período.
Se a correção fosse de apenas 0,1%, o ajuste sobre o mesmo valor cairia para R$ 100,00. Ou seja, o valor da parcela acompanha a variação do índice: quando ele sobe, o custo aumenta; quando cai, o custo diminui.
No Pronampe, essa lógica se aplica com uma taxa pós-fixada a partir de 5,50% ao ano mais Selic com prazo de até 48 meses e carência de 3, 6 ou 12 meses.
Por isso, ao considerar essa linha, é essencial acompanhar de perto a Selic e entender como ela pode impactar as finanças da MPE no curto e no longo prazo.
Como a variação da taxa pós-fixada pode afetar sua parcela
A taxa pós-fixada se comporta de forma diferente da taxa fixa em alguns cenários. Veja como isso pode afetar sua parcela:
Variação conforme o índice de referência
Em linhas pós-fixadas, o custo da operação acompanha o índice definido em contrato. Em cenários de queda, o custo pode diminuir; em cenários de alta, pode aumentar.
Parcelas com valores menores ao longo do contrato
Se o índice de referência cair, o custo da operação pode ser reduzido. Se o índice subir, o custo pode aumentar. Por isso, é importante simular cenários e acompanhar o indicador da linha. No BDMG Pronampe, por exemplo, quedas na Selic reduzem diretamente o custo da parcela ao longo dos 48 meses de prazo.
Ao realizar uma simulação de crédito, é possível comparar as condições disponíveis entre taxa pré-fixada e taxa pós-fixada e identificar, antes da contratação, qual opção apresenta o melhor custo para o momento.
Entender a diferença entre taxa prefixada e pós-fixada ajuda a comparar condições comerciais antes da contratação.
Enquanto a taxa prefixada oferece maior previsibilidade sobre os juros contratados, a taxa pós-fixada acompanha um índice de referência e pode variar ao longo do contrato.
Micro e pequenas empresas podem consultar as condições comerciais vigentes das linhas disponíveis, conforme finalidade do crédito, documentação e enquadramento: o BDMG Procred, modalidade com taxa pós-fixada para microempresas, conta com taxa de 4,50% a.a. + SELIC, enquanto o BDMG Pronampe, para pequenas empresas conta com taxa de 5,50% a.a. + Selic, prazo de 48 meses e carência de até12 meses.
Entender a diferença entre taxa pré e pós-fixada ajuda a avaliar qual modalidade atende melhor às necessidades da sua MPE. Consulte as condições comerciais vigentes e realize uma simulação antes de decidir pela contratação.
Produto sujeito à análise de crédito e enquadramento. Condições complementares conforme regras vigentes de cada linha.
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