Como preparar seu negócio de turismo para crescer em 2026

Marcos Favero • 6 de maio de 2026

Minas Gerais tem um jeito próprio de receber. Está na pousada histórica em Tiradentes, no restaurante de comida mineira em Diamantina, no produtor de cachaça artesanal em Salinas e em tantos pequenos negócios que transformam cultura, hospitalidade e tradição em experiência para o visitante.


Para micro e pequenas empresas do turismo, crescer em 2026 exige mais do que esperar uma boa temporada. O setor tem oportunidades importantes, mas também exige atenção ao caixa, aos custos, à estrutura do negócio e aos períodos de maior e menor movimento.


Um feriado prolongado pode lotar quartos, mesas e visitas guiadas. Um mês mais fraco pode apertar o pagamento de fornecedores, equipe e contas fixas. Uma reforma bem planejada pode aumentar as vendas. Um investimento mal calculado pode comprometer o que sobra no fim do mês.


Por isso, preparar seu negócio de turismo para crescer passa por três frentes principais: gestão financeira, investimento em estrutura e planejamento da sazonalidade. Quando essas áreas caminham juntas, o crédito pode ser usado com mais responsabilidade, como uma ferramenta para apoiar crescimento, organização e melhoria da operação.


O que fazer agora para preparar seu negócio?

Antes de entrar nos detalhes, vale olhar para um checklist simples. Ele ajuda o empreendedor a identificar por onde começar e quais decisões precisam ser tomadas antes de 2026 chegar.


1. Organize o caixa da empresa. Separe as contas pessoais das contas do negócio, acompanhe entradas e saídas e entenda quais meses costumam ter mais aperto.


2. Liste os principais custos da operação. Inclua equipe, energia, aluguel, insumos, manutenção, comissões de plataformas, limpeza, transporte e reposição de materiais.


3. Mapeie os períodos de alta e baixa demanda. Marque feriados, férias, eventos locais, festas regionais e meses em que o movimento costuma cair.


4. Defina quais investimentos fazem mais sentido. Priorize melhorias que podem aumentar vendas, reduzir desperdícios, melhorar o atendimento ou permitir cobrar melhor.


5. Calcule se o investimento se paga. Estime quanto a melhoria pode trazer de receita, quanto pode economizar e em quanto tempo o valor investido tende a voltar.


6. Avalie a necessidade de crédito com antecedência. Buscar financiamento antes do aperto ajuda a tomar decisões com mais calma e escolher melhor a linha de crédito.


Turismo mineiro: transformar movimento em crescimento exige organização

Empreender no turismo é lidar com uma rotina que muda ao longo do ano. O movimento pode variar conforme feriados, férias, eventos, clima, festas regionais, comportamento dos visitantes e até divulgação da cidade.


Para quem tem uma pousada, um restaurante, uma agência, uma loja de produtos locais ou uma produção artesanal aberta à visitação, essa variação pode ser uma oportunidade. O ponto central é transformar os períodos de maior movimento em resultado para o ano inteiro.


A alta temporada precisa ajudar a empresa a investir, manter reservas, pagar compromissos e preparar os meses seguintes. Quando todo faturamento extra é usado apenas para cobrir contas atrasadas, o negócio perde força para crescer.


Por isso, 2026 deve ser planejado antes. Quem se prepara com antecedência compra melhor, negocia melhor, reforma no período certo, organiza equipe e busca crédito com mais tranquilidade.


Gestão financeira: o ponto de partida para crescer com mais segurança

Antes de ampliar quartos, reformar cozinha, comprar equipamentos ou investir em divulgação, o empreendedor precisa entender a situação financeira real da empresa.


A gestão financeira mostra quanto entra, quanto sai, o que sobra, quais meses exigem mais cuidado e quais investimentos cabem no momento atual do negócio.


Separe o dinheiro da empresa do dinheiro pessoal

Em muitos negócios de turismo, a empresa nasceu da história da família. A pousada pode funcionar em um imóvel antigo, o restaurante pode ter começado com receitas de casa e o produtor artesanal pode carregar um saber passado por gerações.


Essa origem é valiosa, mas pode criar um problema comum: misturar o dinheiro da empresa com o dinheiro pessoal. Quando isso acontece, fica difícil saber se o negócio está dando lucro ou apenas pagando contas.


O ideal é ter contas separadas, retirada definida para os sócios e controle frequente do caixa.


Entenda o custo real da operação

No turismo, alguns custos aparecem com facilidade, como aluguel, energia, salários, fornecedores e impostos. Outros são menos visíveis, mas pesam no resultado: troca de enxoval, pintura, manutenção, reposição de louças, embalagens, limpeza, comissões de aplicativos e pequenos reparos.


Quando esses custos ficam fora da conta, o preço pode parecer bom para o cliente, mas ruim para o negócio. Por isso, vale revisar preços, pacotes e experiências com atenção ao que realmente sobra. No dia a dia, uma pergunta simples ajuda muito: depois de pagar todos os custos, esse produto ou serviço deixa dinheiro suficiente para o negócio crescer?


Investimento em estrutura: prepare sua empresa para receber melhor

Turismo é experiência. O visitante percebe o atendimento, a limpeza, o conforto, a agilidade, a apresentação do espaço, a comunicação e a sensação de cuidado.


Por isso, investir em estrutura não significa apenas fazer uma grande obra. Pode ser uma reforma pontual, a compra de um equipamento, a melhoria da fachada, a modernização da cozinha, a adequação de quartos, a criação de uma área de visitação ou a implantação de um sistema de gestão.


Priorize melhorias que ajudam a vender mais ou gastar menos

Antes de investir, o empreendedor deve avaliar se aquela melhoria ajuda a aumentar vendas, cobrar melhor, atender mais pessoas, reduzir desperdícios ou melhorar a experiência do cliente.

O investimento mais bonito nem sempre é o mais urgente. Para decidir melhor, vale classificar cada melhoria por quatro critérios:


  • custo estimado;
  • impacto nas vendas;
  • impacto na experiência do cliente;
  • prazo para o investimento se pagar.


Essa análise evita decisões por impulso e ajuda a definir o que deve ser feito primeiro.


Planeje reformas nos períodos de menor movimento

Uma reforma feita no momento errado pode prejudicar vendas. Fechar quartos em feriados, reduzir mesas em datas importantes ou interromper visitas durante eventos da cidade pode gerar perda de receita.


O calendário de obras precisa conversar com o calendário turístico. Os meses de menor movimento podem ser usados para pintura, manutenção, ajustes na cozinha, revisão de quartos, treinamento da equipe e implantação de novos serviços.


Use tecnologia para simplificar a operação

Pequenos negócios do turismo podem ganhar muito com ferramentas simples. Sistemas de reserva, controle financeiro, controle de estoque, emissão de notas, meios de pagamento, cardápio digital e atendimento pelo WhatsApp ajudam a reduzir falhas e economizar tempo.


A tecnologia também melhora a experiência do visitante. Respostas rápidas, informações claras, fotos atualizadas, confirmação de reserva e comunicação organizada influenciam a decisão de compra.


O primeiro passo não precisa ser complexo. Muitas vezes, organizar processos, padronizar mensagens e registrar melhor as informações já traz ganho real para a empresa.


No Restaurante da Cida, em Arceburgo, o crédito do BDMG ajudou a viabilizar melhorias na estrutura, com ampliação da cozinha, novo mobiliário e pintura. O case mostra, na prática, como o financiamento pode apoiar negócios que querem atender melhor e crescer com mais organização.

Sazonalidade: como vender melhor ao longo do ano

A sazonalidade pode orientar decisões importantes. Quando o empreendedor sabe quais meses vendem mais e quais exigem mais cuidado, consegue planejar compras, equipe, campanhas, reformas e necessidade de caixa.


Para MPEs do turismo, o ideal é olhar para o ano inteiro. Feriados, férias escolares, festas regionais, eventos culturais, festivais gastronômicos e datas comemorativas podem influenciar diretamente as vendas.


Monte um calendário comercial de 2026

O calendário comercial deve reunir as datas mais importantes para o negócio e para a região. Esse calendário ajuda a antecipar compras, contratar equipe temporária, divulgar pacotes e preparar o caixa. Também evita campanhas feitas às pressas.


Nos períodos de baixa, a empresa pode criar ações para moradores da região, parcerias com agências, experiências para grupos pequenos, eventos fechados, venda online, vouchers, cursos, visitas guiadas ou kits para presente.


Crie ofertas para diferentes públicos

Depender de um único tipo de cliente aumenta o risco. O turismo permite criar experiências para casais, famílias, grupos de amigos, empresas, escolas, visitantes culturais e turistas interessados em gastronomia, história ou produção artesanal.


A pousada pode oferecer pacotes românticos, hospedagem com roteiro cultural ou experiências ligadas à memória local. O restaurante pode criar menus sazonais, noites temáticas ou parcerias com guias. O produtor de cachaça pode vender degustações, kits, visitas guiadas e produtos online.


Essas ofertas ajudam a aumentar o valor médio de compra e reduzem a dependência de datas específicas. Também tornam o negócio mais lembrado pelos visitantes.


Prepare o caixa antes da alta temporada

A alta temporada exige dinheiro antes de gerar retorno. É preciso comprar insumos, reforçar equipe, revisar estrutura, fazer manutenção, investir em divulgação e preparar estoque.


Por isso, o capital de giro pode ser importante para MPEs do turismo. Ele ajuda a empresa a financiar a operação antes do pico de vendas.


Antes de buscar crédito, faça algumas contas:

  • Quanto será necessário para estoque?
  • Qual será o custo de equipe temporária?
  • Quais contas vencem antes dos recebimentos?
  • Quais despesas aumentam na temporada?
  • Quanto a empresa precisa vender para pagar o investimento?


Com essas respostas, o empreendedor consegue avaliar melhor o valor necessário e evita contratar mais crédito do que precisa.


Crédito para turismo: quando faz sentido buscar apoio financeiro

Muitos empreendedores ainda associam crédito apenas a dificuldade. Essa visão pode limitar o crescimento. O financiamento também pode ser usado para organizar o caixa, comprar equipamentos, aumentar estoque, reformar, melhorar estrutura ou preparar a empresa para vender mais.


O ponto mais importante é ter clareza. Crédito precisa ter finalidade, planejamento e parcela que caiba no orçamento da empresa.


Defina o objetivo antes de contratar

Antes de buscar uma linha de crédito, o empreendedor deve saber exatamente como o dinheiro será usado. Capital de giro, reforma, compra de equipamentos e ampliação da estrutura são necessidades diferentes.


Se o recurso será usado para reformar quartos, estime quanto a empresa pode ganhar com novas diárias. Se será usado em equipamentos de cozinha, calcule economia de tempo, redução de desperdício e aumento da capacidade de atendimento. Se será usado para estoque, avalie giro, preço de venda e prazo de recebimento.


Esse cuidado ajuda a transformar o crédito em uma decisão de gestão, não em uma reação ao aperto.


Avalie se a parcela cabe nos meses de baixa

No turismo, a parcela precisa caber no ano inteiro, não apenas nos meses de maior movimento. Uma prestação tranquila na alta temporada pode pesar na baixa.


Por isso, simule cenários. Considere um mês bom, um mês médio e um mês fraco. Se a empresa consegue pagar a parcela mesmo em períodos de menor movimento, a decisão fica mais segura.

Esse cuidado protege o caixa e ajuda o financiamento a cumprir seu papel: apoiar o crescimento da empresa.


Quer preparar seu negócio para a próxima temporada?

Se o seu negócio precisa reforçar o caixa, comprar equipamentos, investir em estrutura ou se preparar para um período de maior movimento, vale conhecer as opções de crédito do BDMG para micro e pequenas empresas mineiras.



Conheça as linhas do BDMG para MPEs e veja qual solução combina com o momento do seu negócio.

Como o BDMG pode apoiar MPEs mineiras do turismo

O BDMG oferece linhas de crédito para micro e pequenas empresas de Minas Gerais, com soluções que podem apoiar diferentes necessidades de quem atua no turismo.

Para pousadas, restaurantes, produtores artesanais, agências, lojas de produtos locais e negócios ligados à experiência turística, o crédito pode ser usado em momentos como:

  • capital de giro antes da temporada, para comprar insumos, reforçar estoque e organizar o caixa;
  • estrutura e equipamentos, como reforma de quartos, cozinha, salão, área de visitação, mobiliário e máquinas;
  • melhorias na experiência do cliente, como adequação do espaço, tecnologia, atendimento, conforto e apresentação do negócio.

A contratação digital facilita a rotina de empreendedores que acumulam muitas funções e precisam de praticidade para avançar com o planejamento financeiro.

O crédito deve ser escolhido com responsabilidade, sempre conectado a um objetivo claro. Quando a empresa sabe onde quer chegar, fica mais fácil usar o financiamento como apoio para crescer com mais tranquilidade.

Conheça as linhas de crédito do BDMG para micro e pequenas empresas e veja como preparar seu negócio de turismo para crescer em 2026.

Crédito barato para empresas mineiras que faturam

até R$ 4,8 milhões/ano

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O que é empréstimo para empresa O empréstimo para empresa é uma operação de crédito contratada por pessoa jurídica, na qual a instituição financeira disponibiliza um valor e a empresa se compromete a devolvê-lo em parcelas, com taxa, prazo e encargos definidos em contrato. Na prática, o termo cobre modalidades bastante distintas entre si, e é essa distinção que costuma definir se a contratação vai funcionar ou pressionar o caixa. A pergunta que organiza a escolha é objetiva: para que o recurso será usado? A resposta define a finalidade , e a finalidade define qual linha faz sentido consultar. Um recurso destinado a cobrir despesas operacionais em um mês de faturamento menor tem uma lógica de prazo e carência diferente de um recurso destinado a comprar um equipamento que só começa a gerar retorno depois de instalado e em operação. Analisar apenas o valor liberado ou o tamanho da parcela deixa a decisão incompleta. Uma parcela aparentemente confortável pode estar associada a um prazo curto demais para o ciclo do negócio, ou a uma finalidade que não corresponde ao que a empresa realmente precisa fazer com o dinheiro. Antes de comparar propostas, vale identificar em qual das três lógicas a necessidade se encaixa. Empréstimo, financiamento e linha de crédito: o que muda na prática Os três termos circulam como sinônimos no dia a dia, mas descrevem coisas diferentes dentro de uma operação de crédito. Entender a distinção ajuda a ler condições com mais precisão e a conversar com a instituição financeira usando os mesmos critérios que ela usa para enquadrar a proposta. O empréstimo costuma ter uso mais flexível. Depois da liberação, o recurso pode ser direcionado a diferentes necessidades operacionais conforme as regras contratadas, como pagamento de fornecedores, compra de estoque, folha, tributos e despesas fixas. É a lógica das operações de capital de giro . O financiamento costuma estar vinculado a uma finalidade específica, normalmente ligada à aquisição de um bem ou à execução de um projeto: máquinas, equipamentos, veículos, mobiliário, reforma, ampliação ou modernização da estrutura. O prazo tende a ser maior, porque acompanha o tempo de retorno do investimento. Já a linha de crédito é o produto que a instituição financeira estrutura para um determinado público, com regras próprias de enquadramento . Uma mesma empresa pode ter acesso a mais de uma linha, e a escolha entre elas depende de faturamento anual, tempo de existência, setor de atuação, localização, histórico de relacionamento e finalidade pretendida. É por isso que a comparação útil não é entre bancos em abstrato, e sim entre linhas específicas, com as condições de cada uma na mesa. Quando usar capital de giro O capital de giro é a modalidade indicada quando o problema está no ciclo financeiro da operação, ou seja, no intervalo entre o momento em que a empresa paga e o momento em que recebe. Ele sustenta a rotina do negócio, desde a compra de insumos ou mercadorias até a entrada efetiva do dinheiro das vendas. Esse descasamento aparece em praticamente todos os setores. Uma loja compra estoque à vista e vende parcelado. Uma prestadora de serviços paga equipe, tributos e aluguel antes de receber dos clientes. Uma indústria compra matéria-prima agora e fatura apenas depois de produzir e entregar. Em todos esses casos, o recurso de giro cobre a distância entre a saída e a entrada. Há também o uso ligado a oportunidade comercial. Uma empresa que precisa formar estoque antes de uma data de maior movimento consegue negociar preço, prazo e volume com o fornecedor se tiver recurso disponível na hora certa. Quando espera a entrada de caixa para só então comprar, costuma perder as três coisas. O cuidado central é de horizonte. Capital de giro atravessa um período delimitado. Quando é usado repetidamente para cobrir uma operação que já perde rentabilidade de forma estrutural, ele posterga um problema que exige revisão de preços, custos, prazos de recebimento e inadimplência. Antes de contratar, vale mapear quanto entra, quanto sai, quais despesas são recorrentes e em quanto tempo o caixa se recompõe. Quando usar financiamento de investimento O financiamento faz mais sentido quando o recurso será aplicado em algo que amplia a capacidade da empresa e gera retorno ao longo do tempo. A lógica muda: o crédito deixa de cobrir uma diferença temporária de caixa e passa a viabilizar um projeto com resultado esperado. Uma indústria que adquire um equipamento novo pode aumentar produção, reduzir desperdício e atender mais pedidos. Um restaurante que moderniza a cozinha pode ganhar eficiência e ampliar capacidade de atendimento. Uma clínica que reforma o espaço pode oferecer novos serviços. Uma loja que amplia a estrutura pode reorganizar o fluxo de clientes e o potencial de venda. Nesses casos, o prazo de pagamento precisa acompanhar o tempo de retorno. Um equipamento que leva meses para entrar em regime pleno de operação não combina com uma operação de prazo curto. É aqui que a carência ganha peso prático: ela dá à empresa um intervalo antes do início da amortização, justamente o período em que o investimento ainda está sendo implantado. O cálculo também precisa considerar o projeto inteiro, e não apenas o item principal. Uma reforma envolve material, mão de obra, adequações elétricas, comunicação visual e dias de operação reduzida. Um equipamento pode exigir instalação, treinamento, manutenção e insumos adicionais. Financiar apenas o orçamento inicial costuma gerar necessidade de uma segunda operação no meio do caminho, em condições menos favoráveis. Quando considerar Pronampe O Pronampe é um programa de apoio ao crédito voltado a microempresas e empresas de pequeno porte. Ele não é uma modalidade em si, e sim um enquadramento: dentro dele existem linhas de capital de giro e linhas de investimento, com condições próprias em cada instituição operadora. Isso torna o Pronampe uma alternativa a ser comparada, e não uma resposta automática. Uma empresa que precisa equilibrar o caixa pode avaliar a modalidade de giro. Uma empresa que quer adquirir equipamento ou reformar pode avaliar a modalidade de investimento. Em ambos os casos, a decisão passa por taxa, Custo Efetivo Total (CET) , prazo, carência, limite e impacto da parcela no fluxo de caixa. Existe um requisito operacional que precisa ser resolvido antes da consulta. Em 2026, as empresas interessadas em contratar o Pronampe precisam compartilhar seus dados de faturamento com as instituições financeiras pelo portal e-CAC , da Receita Federal. Sem essa autorização, a proposta não avança. O compartilhamento é feito na área de serviços do portal, mediante autenticação com certificado digital ou conta gov.br nos níveis prata ou ouro. Também há regras de manutenção de emprego previstas na legislação do programa. A empresa contratante deve preservar o quantitativo de empregados em número igual ou superior ao verificado no último dia do ano anterior ao da contratação, no período compreendido entre a data da contratação e o sexagésimo dia após o recebimento da última parcela. Linhas de crédito do BDMG para micro e pequenas empresas O BDMG disponibiliza linhas de crédito para empresas mineiras com faturamento anual de até R$ 4,8 milhões, organizadas por porte, finalidade e enquadramento. A contratação é feita pelo BDMG Digital ou por meio de correspondentes bancários, sem necessidade de ser correntista nem de adquirir outros produtos. As condições a seguir são as vigentes na data de publicação e estão sujeitas a análise de crédito, enquadramento, disponibilidade de recursos e vigência do produto. BDMG Pronampe Capital de Giro 48 meses Linha operada com recursos do BDMG no âmbito do Pronampe, destinada a micro e pequenas empresas com faturamento anual de até R$ 4,8 milhões e no mínimo 12 meses de existência anteriores à data de protocolo do pedido. A finalidade é capital de giro: aumentar o giro da operação, equilibrar o fluxo de caixa ou reorganizar dívidas. A taxa é de Selic mais 6,00% ao ano, com CET a partir de Selic mais 8,09% ao ano . O prazo total é de 48 meses, já incluídos até 12 meses de carência . O valor máximo é de R$ 500 mil, e o limite de contratação corresponde a 30% da receita bruta da empresa em 2025 , respeitado esse teto. Empresas com histórico de relacionamento anterior junto ao BDMG podem se enquadrar na condição Fidelidade, com juros de Selic mais 5,50% ao ano e tarifa reduzida. BDMG Pronampe Investimento Linha voltada a projetos de investimento, com o mesmo público das linhas de giro do programa: micro e pequenas empresas com faturamento anual de até R$ 4,8 milhões e no mínimo 12 meses de existência. A finalidade cobre reforma ou ampliação do negócio, aquisição de veículos ou mobiliário e compra de equipamentos. A taxa é de Selic mais 6,00% ao ano, com CET a partir de Selic mais 7,53% ao ano . O prazo total é de 72 meses, já incluídos 12 meses de carência , e o valor máximo é de R$ 500 mil. Na condição Fidelidade, a taxa é de Selic mais 5,50% ao ano, com CET a partir de Selic mais 6,85% ao ano. O prazo mais longo é o que diferencia essa linha da modalidade de giro dentro do mesmo programa. Para um projeto cujo retorno se distribui ao longo de anos, 72 meses com carência de 12 tendem a produzir uma parcela mais compatível com o caixa do que uma operação de prazo curto. BDMG PROCRED 360 Linha operada com recursos do BDMG no âmbito do Procred 360, programa voltado a microempreendedores individuais e microempresas. É destinada a microempresas com faturamento anual de até R$ 360 mil e no mínimo 12 meses de existência anteriores à data de protocolo do pedido. A finalidade é capital de giro: reforço do giro, equilíbrio do fluxo de caixa ou reorganização de dívidas. A taxa é de Selic mais 5,00% ao ano, com CET a partir de Selic mais 7,14% ao ano . O prazo total é de 48 meses, já incluídos até 12 meses de carência , e o valor máximo é de R$ 108 mil. Há condição especial para clientes Fidelidade, com taxa e tarifa reduzidas, aplicável a empresas sem restrições cadastrais e com histórico de relacionamento anterior junto ao BDMG. Para a microempresa que fatura até R$ 360 mil ao ano, essa costuma ser a linha de giro de comparação mais direta, com taxa nominal inferior à das linhas de giro do Pronampe. BDMG Giro Linha de capital de giro destinada a microempresas, empresas de pequeno porte e cooperativas localizadas em Minas Gerais, com faturamento bruto anual de até R$ 4,8 milhões. Diferentemente das linhas anteriores, ela não depende de enquadramento em programa federal, o que simplifica a etapa de habilitação. A taxa parte de 17,27% ao ano, equivalente a 1,34% ao mês, com CET a partir de 25,01% ao ano . O prazo é de 12, 24 ou 36 meses, com carência prevista em contrato conforme a condição vigente, e o valor máximo é de R$ 420 mil. A análise de crédito é realizada em até uma hora. Clientes com histórico de relacionamento anterior junto ao BDMG podem se enquadrar na condição Fidelidade, com taxa a partir de 17,10% ao ano e CET a partir de 24,77% ao ano. É uma alternativa a considerar quando a empresa precisa de giro e não se enquadra nos programas, quando os recursos dos programas não estão disponíveis no momento, ou quando o prazo mais curto é compatível com o ciclo do negócio. BDMG Fungetur Linha operada com recursos do Fungetur, com garantia do Pronampe, destinada a micro e pequenas empresas do setor de turismo com faturamento anual de até R$ 4,8 milhões e no mínimo 12 meses de existência. É pré-requisito que a empresa esteja registrada no Cadastur, o Cadastro dos Prestadores de Serviços Turísticos, cujo registro é gratuito. A taxa parte de INPC mais 5,00% ao ano, equivalente a INPC mais 0,41% ao mês, com CET a partir de INPC mais 8,37% ao ano . O prazo é de 48 meses, sem carência, e o valor máximo é de R$ 250 mil. O produto é isento de IOF. O enquadramento no Cadastur abrange meios de hospedagem, agências de turismo, transportadoras turísticas, organizadoras de eventos, parques temáticos e acampamentos turísticos, além de restaurantes, bares e similares, centros de convenções, casas de espetáculos e locadoras de veículos para turistas, atendidas as condições próprias de cadastro. Comparação das condições O quadro abaixo reúne as condições principais das linhas para facilitar a leitura lado a lado.
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