{Juiz de Fora} Cidades Mineiras

Equipe BDMGEquipe BDMG - 23 de Julho de 2019.

Se você já ouviu falar de Juiz de fora, provavelmente, ouviu falar também de Itamar Franco, Murilo Mendes, Usina de Marmelos, Museu Mariano Procópio e Manchester Mineira.

Juiz de Fora é uma cidade bem localizada, com várias avenidas e corredores de acesso, aparelho turístico completo - com hotéis, centro de convenções e lazer. Um cidade que respira cultura, educação e, ainda é um polo de saúde da região.

História

Juiz de Fora nasce de uma estrada batizada “Caminho Novo”, construída pela Coroa Portuguesa para facilitar o escoamento do ouro até o porto do Rio de Janeiro. Da ocupação da região surgiu o povoado Santo Antônio do Juiz de Fora, mais tarde elevado à categoria de cidade, com o nome Juiz de Fora.

A cidade de Juiz de Fora despontou a primeira hidrelétrica de grande porte da América do Sul, a Usina de Marmelos Zero, tornando a cidade conhecida como “Farol de Minas”. Mais tarde, seu forte desenvolvimento no setor industrial fez da “Manchester Mineira” a cidade mais importante do estado.

Hoje, com mais de meio milhão de habitantes, Juiz de Fora concilia a tradicional vocação industrial às qualidades de uma cidade moderna e plural: cheia de história, natureza, esporte, saúde, cultura, negócios, eventos e muito mais a descobrir.

População - Zona da Mata Mineira

Juiz de Fora, indubitavelmente, é a capital regional da Zona da Mata Mineira (Cataguases, Manhuaçu, Muriaé, Ponte Nova, Ubá e Viçosa), concentrando 26% (564 mil habitantes) da população total da região que é de 2,1 milhão de pessoas, além de ser também o seu centro econômico.

Educação

Criada em 1960, a Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) é a segunda melhor instituição de ensino superior em Minas Gerais, segundo ranking elaborado pela U.S. News & World Report.

No total, foram avaliadas 1.250 universidades ao redor do mundo. Para a realização da análise, levou-se em consideração o alcance global da instituição, sua reputação regional e seu desempenho em pesquisas acadêmicas.

A universidade possui 19.618, o que representa pouco mais de 40% de todos os alunos de ensino superior da cidade. O critério com melhor desempenho da instituição diz respeito à colaboração internacional em pesquisas, com base no qual a universidade está entre as 150 melhores.

Ademais, a cidade aparece na 17ª posição entre as cidades com melhor educação no país: um salto significativo com relação a 2017, quando a cidade ocupava a 39ª posição nesse quesito, de acordo com o ranking Connected Smart Cities.

Indústria têxtil e de confecção

A indústria da Zona da Mata se desenvolveu a partir da instalação de fábricas de fiação e tecelagem. Ainda hoje a cadeia têxtil e de confecções é muito importante para muitos municípios da região. Diversos Arranjos Produtivos Locais (APL’s) de vestuário, malhas e confecções se desenvolvem em São João Nepomuceno, Muriaé e Juiz de Fora.

A cidade é um dos principais núcleos das atividades, sendo o quarto município mineiro em número de estabelecimentos, um total de 420, atrás de Belo Horizonte (863), Divinópolis (652) e Monte Sião (582).

Em toda a Zona da Mata são quase 2 mil empresas que geram cerca de 26 mil empregos. Os números mostram a relevância de um mercado que pode se tornar um dos principais propulsores do desenvolvimento econômico regional.

Segundo a pesquisa Indicadores Econômicos (Index) da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG), o segmento de vestuário e acessórios da Zona da Mata teve um crescimento de 6,4% em comparação ao mesmo período de 2016. Já a indústria têxtil apresentou um crescimento de 5,4% nesse intervalo.

As MPEs em Juiz de Fora

Segundo o Sebrae/MG, a cidade de Juiz de Fora possui cerca de 45 mil micro e pequenas empresas (MPEs), o que corresponde a 90% do total de negócios ativos na cidade.

Após três anos de corte nos empregos com carteira assinada, Juiz de fora voltou a criar oportunidades no mercado formal no primeiro semestre de 2018. O município, que ocupava o último lugar no ranking de empregabilidade entre as cidades da Zona da Mata de janeiro a junho de 2017, avançou para a terceira posição no mesmo período em 2018.

De acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), nos primeiros seis meses foram abertas 665 vagas na cidade. O número é bem superior ao verificado no mesmo período de 2017, quando a cidade demitiu mais funcionários do que contratou, resultando na eliminação de 1.083 postos de trabalho.

Atualmente, em relação ao estado de Minas Gerais, Juiz de Fora ocupa a oitava posição com um total de 1.061 novas vagas abertas nas micro e pequenas empresas, atrás de Belo Horizonte, Contagem, Uberlândia, Betim, Montes Claros, Sete Lagoas e Ipatinga.

A maior parte das MPEs em Juiz de Fora estão empregadas nos setores de comércio e serviços, sendo 7,6% no segmento de vestuário e acessórios, 5,5% lanchonetes, 3,6% armazéns e mercearias, 3% cabeleireiros, 2,4% restaurantes e 2,1% bares.

Se você deseja iniciar um novo empreendimento em Juiz de Fora, o SEBRAE indica cinco segmentos promissores para se ter sucesso: cerveja especial, alimentação gourmet, turismo, saúde preventiva e startups.

Comunidade de startups

O mapeamento da comunidade de startups de Juiz de Fora, divulgado pela Associação Brasileira de Startups (ABStartups), mostrou que a cidade abriga 45 startups. Do total delas, 45,71% desenvolvem softwares como serviço (SaaS); 14,29% são especialistas em marketplaces e 8,57% atuam nos segmentos de varejo e atacado. As principais áreas de atuação das startups são: telecomunicação, saúde e bem-estar.

Entre os pontos positivos apontados pelo mapeamento na comunidade está a difusão da cultura de startup. A associação mediu isso pela quantidade de eventos realizados sobre o tema, assim como a presença de cases de sucessos e lideranças locais que funcionam como “evangelistas”, além de canais de informação sobre o assunto.

Mas, se por um lado a cidade se destaca em formação de talentos que estão criando seus próprios negócios, por outro, deixa a desejar em relação ao ambiente regulatório, que ainda pouco atrativo para essas empresas e às conexões escassas com o mercado e investidores.

Cidade Inteligente

O ranking Connected Smart Cities também classificou Juiz de Fora como a 21ª cidade entre as 100 mais inteligentes do Brasil, em 2018. Em todo o estado, a cidade fica atrás apenas da capital, Belo Horizonte.

A análise levou em consideração dados públicos sobre inteligência, conexão e sustentabilidade. Os indicadores analisados foram, por exemplo, mobilidade, urbanismo, meio ambiente, economia, saúde, educação, etc. O resultado representa uma melhora da cidade, que havia ocupado a 24ª posição na edição anterior do ranking.

Entre quesitos isolados, Juiz de Fora é a 7ª cidade do ranking nacional com melhor urbanismo e a primeira em Minas Gerais. Isso indica que o município possui os melhores indicadores de mobilidade, urbanismo e meio ambiente do estado. A sétima posição em 2018 representa uma grande evolução em apenas um ano: na versão anterior, a cidade era a 12ª em todo o país com base no quesito.

Empreendedorismo, Tecnologia e Inovação

Como se não bastasse o bom desempenho da cidade em educação, saúde e urbanismo, Juiz de Fora também está entre as cidades mais empreendedoras do país, ocupando a 23ª posição, e a 36ª em termos de tecnologia e inovação.

Para apoiar o desenvolvimento das micro e pequenas empresas em Juiz de Fora o BDMG - Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais - oferece uma linha de crédito específica para que os empresários mineiros sejam capazes de conseguir capital de giro para alavancar o crescimento da empresa, seja para adquirir máquinas e equipamentos, expandir o negócio ou quitar multas.

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