Empréstimo para capital de giro: dívida boa ou ruim?

Equipe BDMGEquipe BDMG - 1 de Novembro de 2018.

Nem toda dívida é ruim. Essa afirmação pode parecer um pouco estranha, mas existem situações em que contraí-las pode significar fazer um investimento no seu negócio como, por exemplo, pegar um empréstimo para capital de giro.

Entretanto, é essencial saber o momento certo de fazer a dívida e ter um planejamento estruturado para não correr riscos desnecessários.

Você sabia que, segundo uma pesquisa realizada pela Serasa Experian, no início de 2018 foram contabilizadas 5 milhões de micro e pequenas empresas endividadas?

Entre os estados, São Paulo tem o maior número de empresas negativadas, com 32,7% do total. Em seguida está Minas Gerais com 11,0% e Rio de Janeiro, com 8,2%.

Para não fazer parte dessa estatística, é importante o empreendedor fazer um bom planejamento dos seus financiamentos e empréstimos para manter seu negócio de uma forma saudável, sempre pensando em crescimento.

Dívida boa e dívida ruim

Em tempos de pouca demanda ou vendas em queda, muitos empreendedores se vêem diante do dilema do endividamento. Porém, é importante ter em mente que existem dois tipos principais de dívidas: a dívida boa e a dívida ruim.

As dívidas que trarão mais retorno no futuro são as boas. Aquelas que só consomem seu patrimônio, são as ruins.

Quando sua empresa recorre à captação de recursos financeiros para aplicações produtivas, por exemplo, investimentos em compras de máquinas e equipamentos, ela está financiando um ativo permanente e que irá gerar ganhos futuros. Assim, podemos considerar esse tipo como uma "boa dívida", pois irá contribuir para o crescimento e desenvolvimento da empresa.

Por outro lado, quando sua empresa busca empréstimos que não vão gerar recursos adicionais e que apenas irão servir para pagar dívidas antigas, suas despesas aumentam com os juros dessa operação e isso se torna uma forma negativa de endividamento, ou seja, uma dívida ruim.

Veja abaixo um resumo das principais diferenças entre dívida boa e dívida ruim:

DÍVIDA BOA

  • São sustentáveis;
  • Aumentam o fluxo de caixa e permitem um crescimento financeiro;
  • Garantem um retorno que justifica os juros pagos;
  • Exemplos: financiamento para capital de giro, para compra de máquinas e equipamentos e para projetos de inovação.

DÍVIDA RUIM

  • São tipicamente para consumo;
  • Reduzem o fluxo de caixa;
  • Exemplos: prestações de automóveis, dívidas contínuas de cartão de crédito, prestações de móveis, prestações de objetos que se depreciam rapidamente.

Contrair uma dívida boa, como conseguir capital de giro para empresa, é uma maneira de investir no futuro do seu negócio, pois com ele você poderá expandir suas operações e utilizá-lo de forma estratégica para continuar obtendo melhores resultados!

Mas não se esqueça de planejar antes de tomar qualquer atitude, pois decisões precipitadas levam a escolhas ruins.

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