{Belo Horizonte} Cidades Mineiras

Equipe BDMGEquipe BDMG - 17 de Junho de 2019.

As MPEs mineiras em BH

Com 121 anos de tradição, Belo Horizonte tem atraído cada vez mais a atenção de empreendedores que querem investir na cidade. Com sua hospitalidade, alegria, culinária única e com a beleza de seus atrativos naturais e culturais, BH encanta milhares de pessoas que visitam a capital diariamente.

Que o pão de queijo é, sozinho, um aperitivo bastante apreciado em Minas Gerais, todos nós sabemos. Quando servido com café, então, essa combinação é tão irresistível que é campeã, até mesmo, no momento de empreender.

Segundo uma pesquisa realizada pelo Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas em Minas Gerais (SEBRAE MG), as informações mais procuradas no primeiro semestre de 2018, foram aquelas relacionadas aos negócios alimentícios: restaurantes, bares, lanchonetes e outros estabelecimentos similares.

Aqui você encontra 65 ideias de negócios no setor alimentício.

A força da economia de Minas vem dos pequenos negócios. As MPEs têm uma participação significativa no comércio de Minas Gerais, concentrando cerca de 49,7% das empresas.

Em Belo Horizonte, o setor de serviços é o mais forte, com cerca de 51% dos negócios. Em seguida, temos o setor de comércio, com 32%, indústria e construção civil, com 16%, e agronegócio, com 1% da economia local.

Saúde

Quando o assunto é saúde, milhares de pessoas de todos os municípios e regiões do estado se deslocam para a capital de Minas a fim de conseguirem atendimento e acesso a tratamentos especializados.

Segundo estudo da consultoria Urban System, elaborado em 2017, Belo Horizonte é a segunda cidade brasileira em termos de estratégia de inteligência em saúde, perdendo apenas para Vitória (ES).

O ranking levou em consideração nove critérios, entre eles médicos por habitantes, ciclovias, despesa municipal com o setor, atendimento urbano de esgoto, cobertura do serviço de coleta de resíduos, entre outros.

BH: uma cidade planejada

Apesar da fama de Brasília, com o Plano Piloto de Lúcio Costa, a primeira cidade projetada do Brasil, em tempos modernos, foi Belo Horizonte, pouco mais de 60 anos antes da capital do país ser inaugurada.

Projetada por Aarão Reis, a cidade rompeu com traçados arquitetônicos tradicionais ao apresentar uma malha perpendicular, com ruas sendo cortadas por avenidas na diagonal.

Inspirada em cidades europeias, o projeto original abrangia todas as regiões localizadas dentro da Avenida do Contorno, a versão belo-horizontina do Boulevard Phériphérique, em Paris.

Belo_Horizonte

Figura 1: Av. do Contorno, Belo Horizonte. Fonte: Moovit.

Paris

Figura 2: Boulevard Périphérique, Paris. Fonte: BGI Analyser / Asterop.

Curiosidades sobre o planejamento: lendas urbanas

Belo Horizonte foi construída sobre o antigo arraial do Curral del Rei, dando origem a um processo de desapropriação territorial dos antigos moradores para a construção dos novos prédios administrativos, ruas e avenidas.

No local onde hoje se encontra o Palácio da Liberdade, antiga residência oficial do governador do estado, havia um casebre de uma moradora considerada bruxa por seus contemporâneos.

Ao se opor a sair de sua casa, a moradora foi retirada à força pelas autoridades, que a intitularam de “Maria Papuda”, em referência ao bócio, ou papo, da senhora. Enfurecida, a feiticeira lançou uma praga sobre o palácio, prometendo que quem aí morasse, morreria, e quem assumisse o governo do estado em ano par sofreria algum acidente ou morreria repentinamente. Assim, a morte de dois governadores dentro do Palácio, João Pinheiro e Raul Soares, serviu para reforçar a lenda urbana.

Conectividade

O estudo elaborado pela Urban System também elegeu Belo Horizonte como a sétima cidade mais inteligente e conectada do país, ficando atrás de Curitiba (PR), São Paulo (SP), Vitória (ES), Campinas (SP), Florianópolis (SC) e Rio de Janeiro (RJ). O ranking Connected Smart Cities levou em consideração a integração entre mobilidade, urbanismo, meio ambiente, energia, tecnologia e inovação, economia, educação, saúde, segurança, empreendedorismo e governança.

Qualidade de Vida

A quarta melhor capital do país para se viver é a mineira, de acordo com estudo da consultoria Macroplan, realizado em 2017. O ranking levou em consideração indicadores de educação e cultura, saúde, segurança, saneamento e sustentabilidade. A cidade ficou atrás de Curitiba (PR), Florianópolis (SC) e Vitória (ES). O melhor desempenho da cidade foi na área de saúde, com o quarto lugar, ficando em quinto nos demais 3 quesitos.

Educação

Para além dos serviços de saúde, Belo Horizonte também se destaca na oferta de educação superior, concentrando 188,6 mil alunos matriculados nas 51 instituições de Ensino Superior, dentre os quais 16,5% estão na PUC Minas e 16,2% estão na UFMG. A idade média desses alunos, segundo o DataViva (2017), é de 25 anos.

População

Belo Horizonte é a sexta cidade mais populosa do país, com um total de habitantes de 2,5 milhões, segundo estimativa do IBGE de 2018. A cidade perde para São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Salvador e Fortaleza.

Tecnologia

San Pedro Valley

Você sabia que Belo Horizonte foi pioneira no movimento das startups no Brasil?

A cidade abriga o San Pedro Valley, na região central de Belo Horizonte, que é conhecido como “o vale do silício brasileiro”. O nome se refere à região na Califórnia (EUA) que concentra grande parte das empresas mais bem-sucedidas do mundo, como Apple, Google, HP, Intel e Facebook.

Desde 2011, a região, que se distribui entre os bairros São Pedro, Savassi e Santo Antônio, passou a abrigar centenas de jovens entusiastas das áreas de computação, marketing, design, tecnologia em geral e áreas afins.

Um dos maiores polos criativos do Brasil, o Valley ganhou ainda mais relevância com a abertura de um escritório da Google em seus arredores. Hoje a região já conta com 200 empresas dos mais variados setores, além de espaços de coworking, aceleradoras e investidores. O sucesso do movimento na cidade deu origem à Associação Brasileira de Startups (ABStartups), que hoje conta com 4 mil startups e 38 mil empreendedores.

Inflação

Belo Horizonte é a segunda capital, entre sete, com o menor índice de inflação no país, segundo a Fundação Getúlio Vargas. Na passagem de abril para maio, a inflação registrada na cidade foi de 0,22%, maior apenas que a da cidade do Rio de Janeiro, com 0,01%. Com o resultado, a cidade sentiu menos impacto nos preços do que Brasília, São Paulo, Recife, Salvador e Porto Alegre.

Entre os 10 segmentos com maior resultado econômico nas MPEs em Belo Horizonte estão:

  1. Construção de edifícios;
  2. Construção de rodovias e ferrovias;
  3. Comércio varejista de mercadorias do setor alimentício;
  4. Comércio varejista de artigos de vestuário e acessórios;
  5. Obras para geração e distribuição de energia;
  6. Captação, tratamento e distribuição de água;
  7. Comércio de veículos automotores;
  8. Construção de obras de arte especiais;
  9. Produção de laminados longos de aço;
  10. Extração de minério de ferro.

As MPEs estão sempre presentes na vida das pessoas, seja quando uma pessoa compra um medicamento numa farmácia, entra numa padaria para tomar um café ou em um restaurante para almoçar com a fartura dos petiscos mineiros: torresmo, feijão tropeiro e o famoso queijo minas.

Capital dos botecos

Esse é um dos setores que merece destaque: o setor alimentício. Um levantamento feito pela prefeitura de Belo Horizonte apontou que a cidade possui cerca de 28 bares e restaurantes por quilômetro quadrado. Não é só um apelido qualquer. Belo Horizonte é, realmente, a capital nacional dos botecos e da noite animada, farta em bons “tira-gostos” nos seus mais de 12 mil estabelecimentos espalhados.

Cultura e empreendedorismo

Mas, nem só de bares e restaurantes vive o belo-horizontino. A pesquisa sobre entretenimento “Cultura nas capitais”, conduzida em 12 capitais estaduais em todas as cinco regiões, apontou que BH tem os melhores índices de acesso à cultura entre as maiores metrópoles do país.

De acordo com o levantamento, a capital mineira aparece em primeiro lugar na frequência a shows, feiras de artesanato, museus, teatros e concertos. No total, são 65 estabelecimentos voltados a atividades culturais e de recreação e lazer. Quanto às atividades esportivas, BH reúne 539 estabelecimentos, mantendo 4.111 empregos.

Além de ser a terra do pão de queijo, Belo Horizonte é também um ambiente fértil para o empreendedorismo. Segundo o Data Sebrae de 2016, BH tem cerca de 258 mil pequenos negócios e foi apontada pelo SEBRAE MG como uma das cidades mineiras que tiveram um desempenho positivo na geração de vagas de trabalho abertas por micro e pequenos negócios.

BH é ainda bem informatizada. No ramo de serviços de tecnologia da informação, BH concentra 990 estabelecimentos, empregando um total de 20.251 pessoas.

As MPEs mineiras contrataram mais de 87 mil pessoas em 2017, cerca de 31 mil a mais que as médias e grandes empresas no período. Entretanto, apesar de apresentarem um grande volume de contratação, as pequenas empresas são muito sensíveis a economia e, com isso, são atingidas facilmente pela volatilidade do mercado, como as vendas fracas, capital de giro baixo para investir, carga tributária alta, entre outros desafios.

Para simplificar esse ambiente de negócios e desburocratizar a abertura de micro e pequenas empresas, o SEBRAE MINAS lançou a Sala Mineira do Empreendedor, um espaço único para oferecer apoio, capacitação e orientação para empreendimentos de todos os portes.

Além disso, para apoiar o desenvolvimento das micro e pequenas empresas em Belo Horizonte o BDMG - Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais - oferece uma linha de crédito específica para que os empresários mineiros sejam capazes de conseguir capital de giro para alavancar o crescimento da empresa, seja para adquirir máquinas e equipamentos, expandir o negócio ou quitar multas.

A capital mineira contribui amplamente para o desenvolvimento brasileiro e tem muito a oferecer quando o assunto é empreendedorismo nas mais variadas atividades econômicas, como no setor alimentício ou vestuário e acessórios.

Acesse nosso site e saiba como o BDMG pode apoiar o desenvolvimento do seu negócio:

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